O Estado de São Paulo chegou a 36 casos confirmados de sarampo após a identificação de mais quatro pessoas infectadas. Entre os novos registros estão duas crianças menores de 2 anos que ainda não haviam completado o esquema vacinal previsto para a faixa etária. Os casos foram confirmados nesta terça-feira (15).
As duas crianças, um menino e uma menina, estão entre os novos diagnósticos. Os outros casos envolvem uma mulher de 24 anos, moradora da capital paulista e com histórico de vacinação, e um homem de 36 anos, residente em Santo André, na Região Metropolitana de São Paulo, que também havia sido vacinado.
O aumento no número de casos reforça a atenção das autoridades de saúde para a necessidade de manter a vacinação em dia. O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida principalmente por secreções respiratórias liberadas quando uma pessoa infectada fala, tosse ou espirra.
Diante dos registros, ações de vacinação vêm sendo realizadas para ampliar a proteção da população. A estratégia contempla diferentes faixas etárias e busca alcançar principalmente pessoas que não receberam todas as doses recomendadas ou que não possuem comprovação do esquema vacinal.
Nos bairros Vila Maria, Vila Medeiros e Vila Guilherme, na capital paulista, estão disponíveis ações de reforço da imunização. A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, também pode ser encontrada nas unidades de saúde.
Quem deve receber a vacina
Para as crianças, o calendário prevê a primeira dose contra o sarampo aos 12 meses e a segunda aos 15 meses. Pessoas com idade entre 15 meses e 29 anos devem ter duas doses registradas, respeitando o intervalo mínimo recomendado entre as aplicações.
Já adultos entre 30 e 59 anos devem possuir pelo menos uma dose registrada na caderneta de vacinação. Para trabalhadores da área da saúde, a orientação é manter duas doses, independentemente da idade.
Em situações específicas, crianças a partir dos 6 meses podem receber a chamada “dose zero”. Essa aplicação, no entanto, funciona como uma proteção adicional diante do risco de circulação do vírus e não substitui as doses previstas no calendário infantil. Assim, mesmo que a criança tenha recebido a dose antecipada, deverá ser novamente imunizada aos 12 e aos 15 meses.
A confirmação de casos em pessoas com histórico de vacinação não significa, por si só, que a estratégia de imunização seja ineficaz. Nenhuma vacina oferece proteção absoluta em todos os indivíduos, mas a vacinação reduz de maneira importante o risco de adoecimento e, principalmente, ajuda a diminuir a circulação do vírus na população.
Com 36 registros confirmados no estado, a recomendação é que pais, responsáveis e adultos verifiquem suas cadernetas de vacinação e procurem uma unidade de saúde caso existam doses pendentes. A manutenção de elevada cobertura vacinal é fundamental para evitar novas cadeias de transmissão e reduzir o risco de expansão do sarampo em São Paulo.
