Muito além dos tradicionais passeios urbanos, a cidade de São Paulo inicia 2026 com uma programação cultural intensa e acessível. Museus e centros culturais espalhados pela capital paulista abrem suas portas para exposições gratuitas que convidam o público a refletir sobre arte, história, tecnologia e identidade. A agenda reforça o papel da cidade como um dos principais polos culturais do país, oferecendo opções diversificadas para moradores e turistas durante o mês de janeiro e nos primeiros meses do ano.
Entre os espaços que recebem as mostras estão instituições consagradas como a Caixa Cultural, o Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, o Museu do Ipiranga, além de centros como IMS Paulista, Museu das Culturas Indígenas, Itaú Cultural, Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Instituto Tomie Ohtake e Museu A Casa do Objeto Brasileiro. Juntos, esses locais formam um circuito que contempla diferentes linguagens artísticas e públicos variados.
Um dos destaques da temporada é a exposição dedicada a Zélia Gattai e Jorge Amado, dois ícones centrais da literatura e da cultura nacional. A mostra presta homenagem à trajetória amorosa e literária do casal, cuja obra atravessou décadas e influenciou gerações. Fotografias, cartas, vídeos, desenhos e depoimentos compõem o percurso expositivo, revelando aspectos íntimos e criativos dessa parceria marcante. Em cartaz na Caixa Cultural São Paulo, no Centro Histórico, a exposição pode ser visitada até 22 de fevereiro de 2026, de terça-feira a domingo, das 8h às 19h.
No campo da arte contemporânea e do debate tecnológico, a exposição Antagonistas: Resistências Algorítmicas, em exibição no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, propõe uma reflexão crítica sobre o avanço da inteligência artificial. A mostra questiona a ideia de que as promessas tecnológicas capturam de forma homogênea a imaginação coletiva, reunindo obras que tensionam algoritmos, dados e sistemas automatizados. O público pode visitar a exposição até 22 de fevereiro de 2026, de terça-feira a domingo, das 10h às 21h, em um convite ao pensamento crítico sobre o presente e o futuro digital.
Já no Museu do Ipiranga, a exposição Debret em Questão – Olhares Contemporâneos estabelece um diálogo entre os séculos 19 e 21. Ao confrontar a pintura histórica com novas mídias e linguagens artísticas atuais, a mostra revisita o legado do pintor francês Jean-Baptiste Debret sob a ótica de artistas brasileiros contemporâneos. A exposição também celebra os 200 anos de relações diplomáticas entre França e Brasil, reforçando a dimensão histórica e simbólica do intercâmbio cultural entre os dois países. O público pode conferir a mostra até 17 de maio de 2026, de terça-feira a domingo, das 10h às 17h.
Com entrada gratuita e propostas que vão da memória literária às inquietações tecnológicas, passando pela releitura da história, a programação cultural de janeiro de 2026 consolida São Paulo como um espaço de encontro entre passado, presente e futuro. Uma oportunidade de acesso democrático à cultura e de ampliação do repertório artístico logo no início do ano.