O Governo do Estado de São Paulo deu início a um novo ciclo de parcerias com a iniciativa privada ao lançar o edital de concessão de seis parques urbanos localizados na capital. A proposta busca modernizar estruturas, ampliar serviços e fortalecer a sustentabilidade desses espaços, considerados essenciais para o lazer e a qualidade de vida da população.
O leilão está marcado para ocorrer na sede da B3, no centro da cidade de São Paulo, reunindo empresas interessadas em assumir a gestão dos parques por um período de 30 anos. O modelo de concessão prevê um investimento total de R$ 144,7 milhões, com prioridade para os primeiros anos de contrato, quando devem ser aplicados mais de R$ 60 milhões.
Os parques contemplados pelo projeto estão distribuídos em regiões estratégicas da capital, com destaque para a zona leste, que concentra a maior parte das áreas incluídas na concessão. Entre eles estão o Parque da Juventude Dom Paulo Evaristo Arns, na zona norte, além do Parque Estadual do Belém Manoel Pitta, Parque Ecológico do Tietê – Núcleo Engenheiro Goulart, Parque Vila Jacuí, Parque Maria Cristina Hellmeister de Abreu e Parque Itaim Biacica, todos na zona leste.
A proposta estabelece uma série de intervenções obrigatórias voltadas à melhoria da infraestrutura e da acessibilidade. Estão previstas modernizações em equipamentos existentes, incluindo adequação de rampas, implantação de banheiros acessíveis e melhorias na sinalização. A intenção é tornar os parques mais inclusivos e preparados para atender diferentes perfis de usuários.
Além das melhorias estruturais, o projeto também prevê a ampliação de áreas de lazer e a instalação de novos equipamentos esportivos, reforçando o papel dos parques como espaços de convivência, prática de atividades físicas e promoção da saúde. A oferta de serviços adicionais também faz parte do plano, com foco em elevar a experiência dos frequentadores.
No campo ambiental, o edital incorpora diretrizes alinhadas às práticas sustentáveis. Entre as medidas previstas estão o reaproveitamento de água da chuva, o uso de energia solar e a implantação de sistemas de iluminação de baixo consumo. A gestão de resíduos também será um ponto central, com ênfase em reciclagem e compostagem, além da exigência de que todas as obras respeitem normas que minimizem impactos ambientais.
Outro aspecto relevante do modelo é a remuneração da concessionária, que poderá incluir pagamentos anuais condicionados ao cumprimento de metas e indicadores de desempenho. O valor pode chegar a R$ 23,7 milhões por ano, o que reforça a exigência de eficiência na gestão e manutenção dos espaços ao longo do contrato.
A iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla de modernização da infraestrutura urbana por meio de parcerias público-privadas. A expectativa do governo é que a concessão permita melhorias significativas nos parques sem comprometer o acesso da população, mantendo o caráter público das áreas.
Com o projeto, São Paulo busca transformar seus parques em ambientes mais modernos, acessíveis e sustentáveis, acompanhando as demandas de uma metrópole em constante crescimento e reforçando a importância desses espaços na vida urbana.